quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Cada um merece a reputação que tem, eu por exemplo, comprei e paguei pela minha.

Fome?

Você já não sabe mais o que é isso. Sede? Bem, não se preocupe, pois suas lagrimas mataram ela. Seu estomago vai doer até não suportar mais ou até se acostumar com a dor para não se importar. As pessoas começaram a dizer como você esta magra, pálida... Os médicos lhe passaram vitaminas que você não tomará. Mas por favor, não se importe com isso, não torne mais difícil, dê aquele seu sorriso de quem não liga para nada, sorria de sua própria dor. Sua sede e a fome serão só de amor.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Skrombu'S! Sucesso, no?

Meus queridos amigos, cujo me levaram a um nível espiritual mais elevado, compreendendo todas as formas de ser. E a proposito, nosso ser é incrível, nosso ser é só companheirismo, e mais além, é amor. 
Minha falta de seriedade, minha voz rouca ao acordar, meus joelhos que estalam a qualquer movimento, minhas mãos geladas, meu cabelo cor de chocolate, meus cilios grandes, minhas bochechas de maça, meu fascínio por café e coisas antigas, minha adoração por livros, meu gosto para músicas, minha paixão por rock, minha inadequação a própria época em que vivo, meus excessos. Quase todas as noites choro todo o meu desespero sentada no banheiro, abraçada as minhas próprias pernas, com a testa encostada nos joelhos. Por vezes as lágrimas não vem e então fecho os olhos e sonho. Devaneios tolos. Futura modelo e estilista, com minha loja de fotos e textos emoldurados pendurados nas paredes, escritora. Um estúdio fotográfico, designer gráfica. Inglês, Húngaro, Francês, Alemão. Minhas tatuagens, meus livros, cd’s e vinis, largas risadas e uma família, a família que escolhi para mim, todos a minha volta com seus próprios sonhos realizados, altruísmo.
A pressão dos joelhos traz marcas rosadas, como as de minhas bochechas, em minha pele . "Minha boneca de porcelana", ouvi de minha mãe e senti-me amada. Uso os ossos magros e compridos de meus dedos para inutilmente desembaçar as vistas, afastar as lágrimas. Passo tanto tempo ali que não sei dizer ao certo em que momento a dor aparece, mas eu sorrio, pois é o único momento em que consigo esboçar um sorriso simpático e sociável, de boas vindas. Quando a bipolaridade grita e sente-se nojenta, egoísta e coisas do tipo, e bem piores. Uma tontura no crânio, o mundo escurece e em seguida fica branco, senti sangue escorrer do nariz, o que já era comum. Nessa altura já não há mais lágrimas, no seu lugar eram olhos vermelhos e maquiagem borrada, cabeça explodindo. Respirava ofegante e uma leveza creptava como folha seca dentro de mim, uma cólera tênue, ardente. Meu íntimo, meus medos, minhas vergonhas, nessa hora todos pairavam sobre mim.